Neste momento em que se fala do primeiro Presidente operário e da 1ª Presidenta da país, lembro-me de artigo escrito por Esther Gambi Jiménez intitulado Castanholas vermelhas, que trata da atuação da mulheres no movimento operário, em especial das espanholas. A frente das lutas proletárias em São Paulo, imigrantes espanholas se tornaram alvo das autoridades brasileiras no início do século XX.O texto lembra que os imigrantes tiveram papel decisivo na organização operária no Brasil. A precária situação financeira familiar obrigou muitas dessas mulheres a procurar trabalho fora de casa, nas fábricas que proliferavam nos bairros do Brás e da Mooca (surto industrial).
As espanholas não permaneciam impassíveis diante da situação. Ao contrário: contradizendo o estereótipo feminino da época - de fragilidade e submissão, essas mulheres lutaram por uma vida mais justa, defendendo ideais sociais e seus direitos a melhores condições de trabalho.
As denúncias de espanholas à polícia tinham muitas vezes razões pessoais e serviam como uma maneira eficaz de resolver antigas desavenças.
Graças em grande parte a elas, o estereótipo da época foi derrubado. Mulheres não serviam apenas para cuidar dos filhos e da casa. Defendendo suas idéias, as imigrantes espanholas tornaram-se visíveis. Saíram do anonimato do bairro operário e se colocaram na linha de fogo, mesmo pagando um alto preço por isso.
Como podemos ver a luta na cessa "companheiros e companheiras"... e nem é nova!
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