A literatura sobre os conselhos aponta que eles poderiam aproximar a administração pública dos cidadãos; enfraquecer as redes de clientelismo, trazendo disputas, alianças e conflitos de interesse para arenas mais públicas de decisão; possibilitar a tomada de decisões mais informadas e realistas; ajudar na identificação mais rápida de problemas e lacunas e na construção de alternativas; aumentar a transparência administrativa e pressionar as diversas áreas do governo em direção a ações mais integradas.
As principais dificuldades encontradas pelos conselheiros podem ser subdivididas em:
- Relação com o executivo local;
- Relação com a comunidade;
- Falta de competência específica para exercer o papel de órgão fiscalizador;
- Falta de iniciativa e respaldo para acionar os órgãos competentes em caso de irregularidade;
- Baixo envolvimento dos próprios conselheiros, o que reduz a possibilidade de acúmulo de conhecimento.
Os principais obstáculos observados para um atuação mais consistente dos Conselhos estão ligados à dificuldade para realizar e ampliar a participação, viabilizar o envolvimento e o compromisso de atores centrais, tanto governamentais como não-governamentais, o que ampliaria as possibilidades para que a dimensão igualitária e deliberativa do conselho pudesse, de fato, garantir maiores níveis de eficiência, efetividade e equidade nas políticas sociais.

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